sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Álbuns de 2009

É, acho que eu desisto de escrever sobre meus finais de semana aqui. Os 2 que passaram ficaram com certeza no top20 desse ano, mas me falta tempo pra escrever direito sobre eles, então melhor do que ficar de nheco nheco chique merda balancê vou listar aqui os CD´s importantes do ano até agora, bem provável que vai terminar assim mesmo, acho que não tem mais nada pra sair nesses 2 meses.

Rancid - "Let the Dominoes Fall"

Lembro que quando ouvi pela primeira vez gostei pra caralho, mas depois fui enjoando. Geralmente acontece o contrário né? Mas esse CD não me pegou em cheio ainda não, claro que ele tem suas pérolas. "L.A. River" virou até zona no rolê da Jive, eu me apresentava como Boom Shaka-laka e o Fábio como Shimme Shimme Sheik.

NOFX - "Coaster"

Marromenos também. Tirando a "Orphan Year" que é sensacional na letra e na melodia o resto achei parecido demais com tudo que eles fizeram recentemente, e isso de um jeito ruim. Não sei, não bateu. E eu queria tanto gostar desse CD, caralho!

Placebo - "Battle for the Sun"

Esse surpreendeu pro lado bom. Talvez seja o CD mais conciso da carreira deles, é bom inteiro. Só a "For what it´s worth" que eu não gostei mesmo. Esse CD marcou uma fase chata que passei esse ano e ajudou pra caralho. "Ashtray Heart", "Kings of Medicine", "Bright Lights","Come Undone" e "Happy You´re Gone", são boas demais. Demais mesmo.

Green Day - "21st Century Breakdown"

Decepção das grandes. Desculpa, mas não entrei na brincadeira da historinha, da criação de personagens, da piração no The Who. Pra mim é quase como se fosse outra banda já nessa altura. Tudo que eu quero mesmo é ver um show, porque ao vivo os setlists estão fodidões. Mas nesse CD pra mim só se salvam "Murder City", "Peacemaker", "Viva la gloria? (little girl)" e até gosto um pouco da "21 Guns". O resto ou eu acho um puta saco, ou sem sal ou simplesmente horrível, como no casa da "See the light", que acho que é a pior música de todas que eles já fizeram. Claro que num showzão em estádio esse CD deve ficar legal, mas pra ouvir em casa, desculpa, mas...NÃO É!Isso porque Green Day é uma das minhas bandas favoritas...

Weezer - "Raditude"

Acho que esse CD nem saiu oficialmente ainda mas como a internet é uma maravilha eu já estou ouvindo ele tem 2 dias. De cara eu achei bem esquisitão, não no nível que o Red Album(do ano passado!) foi estranho, mas sim em outro nível. Eles fizeram uns 2 ou 3 sons MUITO eletrônicos, com quase nada de guitarras. A piração que eles tinham de tocar ao vivo versões da Lady Gaga e MGMT realmente resultou em vários sons que têm essas influências. O pior de tudo é que funcionou, e o CD é bem legal do começo ao fim. Claro, não tem nada a ver com os primeiros trabalhos, mas isso não quer dizer que seja ruim, só é muito diferente. Até agora as minhas favoritas são: "I´m your daddy", "Can´t stop partying","Put me back together", "Love is the answer" que é bonita pra caralho e completamente diferente, com uma garota cantando em alguma língua indiana, "I don´t want let you go" e "The prettiest girl in the whole wide world" que poderia estar no grandioso Blue Album se bobear.

Claro que saiu muito mais coisa nesse ano, mas a preguiça me impede de escrever mais. Até porque isso não é resenha de caralha nenhuma, é só um registro. Rááá!

[Weezer - "The prettiest girl in the whole wide world"]

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

É legal estar morto


Finalmente consegui assistir esse filme, depois de 2 desencontros com o HSBC Cultural, acabei desistindo e só ontem fui ver, graças ao DVD bombástico que o Twingo gravou.

Fiquei com preguiça de fazer as legendas funcionarem, então acabei assistindo sem elas mesmo, foi uma experiência diferente. Fazia muito tempo que não via um filme inteiro sem legendas, e ter entendido 95% de tudo me fez sentir bem em relação ao meu conhecimento de inglês, mas o bacana mesmo foi que assisti ao filme deitado, com o fone de ouvido que comprei há pouco tempo (com a intenção de treinar baixo, mas acabo usando mais pra ouvir música e jogar, já que o desgraçado tem um som fenomenal) e foi demais ouvir toda a narrativa, como se eu estivesse mesmo ouvindo as fitas da gravação original. Até as conversas telefônicas cheias de rúido e estática ficaram bem claras.

O filme é muito bem editado, as cenas escolhidas para acompanhar a narração dos fatos foram bem montadas, direção de fotografia impecável. Agora, eu acho que o filme é pra quem é muito fã de Nirvana (meu caso), muito fã do Kurt Cobain (meu caso) ou pra quem tem real interesse sobre crises, depressão e transtornos psicológicos em geral (meu caso).

Várias passagens do filme mostram um lado que não foi tão martelado pela mídia sobre o Cobain, por exemplo, sempre meio que endeusaram o cara. Mas no filme ele até diz algo que muitos devem ter taxado como "atitude de cuzão", quando diz que os outros dois parceiros de banda não mereciam receber grana em partes iguais a dele, porque não compunham em partes iguais. Isso me assustou também, confesso. O fato dele não se sentir a vontade pra ser engraçado perto do Novoselic também achei estranho...se não fosse ele próprio dizendo essas coisas eu jamais acreditaria.

O filme é triste, mas não sensacionalista. A história toda do Kurt/Nirvana é bem triste, tudo que fizerem sobre eles dificilmente vai ter uma aura de ultra alegria, e é isso que eu tanto gosto neles.

Depois do filme parei pra refletir sobre a importância que esses caras tiveram na minha vida, foi algo bem forte mesmo. Acho que quase todo mundo (que realmente vive e respira música) tem uma banda que transformou sua vida. Pra mim foi o Nirvana. Eu cresci ouvindo The Doors, Pink Floyd, Raul Seixas e Led Zeppelin no toca discos do meu pai, eu curtia bastante. Mas a primeira banda que eu curti por mim mesmo foi o Aerosmith, isso com 11 anos. Daí conheci Oasis e também gostei absurdamente.

Passou um tempo e quando tinha de 12 pra 13, conheci o Green Day e Offspring, que fizeram eu começar a traduzir letra atrás de letra. Mas foi só mais tarde mesmo, ali com 14 anos, frustrado e puto por não ter passado no vestibulinho da GV, Liceu e Federal, voltando de um acampamento de fim de ano na 8a série que tudo iria mudar mesmo.

Meu amigo Takei, provavelmente o cara que tenho amizade há mais tempo, uns 14 anos já, estava ouvindo o tal CD do bebê pelado no seu grandioso discman. Eu não tinha ouvido até então, aí sentei do lado dele no ônibus e pedi pra ouvir, desde o começo. Deus do céu. Eu não sabia nenhuma letra, nem nada, mas aquilo me pegou em cheio, eu fui cantarolando as melodias e os berros junto com ele, irritando todo mundo no ônibus. Ouvimos o CD todo umas 3 vezes. Cheguei em casa e só pensava uma coisa: Eu precisava daquele CD.

Assim começou, isso foi na virada de 1999 pra 2000. Em 2000 eu virei um protótipo de grunge, foi o ano mais triste e deprê que passei, muito pelo Nirvana mesmo, mas não pela música. Eu lembro que meu pai imprimiu um bolo gigante de folhas do Nirvana, com toda a história, letras, e tudo mais. Foi do caralho ele ter feito isso, apesar dele odiar eu ter entrado nesse universo de bandas, isso foi muito legal da parte dele.

Eu lia e relia aquele monte de coisas, e ali tinham várias frases, histórias e pensamentos do Kurt, coisas que mexem com a cabeça de qualquer um, ainda mais se for adolescente. Ali minha mente mudou, muito dos meus valores mudaram, comecei a ver a vida com outros olhos, as pessoas, as situações todas. Não tenho dúvidas que foi ali que eu virei uns 80% do que sou hoje. No começo foi difícil entender, porra, até hoje tem coisa que é. Mas as músicas, as letras e todas as histórias e frases diziam muito mais do que qualquer um já havia falado.

Hoje em dia talvez eu tenha um apanhado maior de referências e "ídolos", até porque eu mesmo já vivi bastante coisa. Mas mesmo assim, pra mim não existiu cara mais foda no Rock and Roll. Chamem de covarde, de fraco, de péssimo guitarrista/cantor, de junkie. Chamem do que quiser. Mas o final desse filme me fez chorar, mesmo tanto tempo depois de ser realmente fanático pela banda, e isso é difícil de explicar.


[Iggy Pop - "It´s nice to be dead"]

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

You make danzig wanna speak spanish!



Isso sim é um achado, puta que o pariu! HAhahahahaa

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Such a pretty girl...


Vídeo do primeiro show que fizemos em Campo Grande, pouco tempo atrás. Melhor parte é o Cani dizendo "vai, caraio!". Não foi o melhor show, mas até que tocamos legal. Espero que apareçam mais vídeos.

E espero também que essa correria insana no trampo acabe logo, tô ficando doidão sóbrio. Isso não é legal. Mas também estou empolgado pra mais um final de semana e pro monte de possibilidades que vem se abrindo da última semana pra cá. É claro que eu tô falando de mulher, cacete.

Seja amizade, putaria ou namoro, tem tanta coisa nova pintando aí que isso deixaria qualquer imbecil feliz, né?

[Flaming Lips - "The Sound of failure"]

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Espectro

Jornal altamente recomendado para mentes livres:
http://www.oespectro.jor.br/

[Iggy Pop - "Spanish Coast"]

Play me a song Mr. Frusciante, make me trip awaaay...



Olha, eu bem queria escrever tudo sobre esse final de semana que passou, mas acho que nunca tive tanto trabalho pra fazer. Eu vou sair vivo dessa, quando sobrar um tempo escrevo aqui todas as coisas que lembro, até porque, esse foi certamente um dos finais de semana mais bacanas de 2009. Apesar de eu ainda ter feito algumas merdas, tiveram 2 ou 4 coisas que mexeram fortemente comigo prum lado muito positivo.

Mas isso fica pra depois, agora é hora de trabalhar loucamente ouvindo Frusciante e Iggy.

Bye.


[John Frusciante - "Away & Anywhere"]

sexta-feira, 16 de outubro de 2009